História

 

    O processo de colonização da Região dos Lagos tomou velocidade com a fundação da cidade de Cabo Frio, em 1616, Arraial do Cabo viveu durante muito tempo esquecido, isolado como um paraíso. Não havia acesso a outros povoados. Era pela praia que seus moradores iam e vinham, a pé ou a cavalo, para trocar, vender e comprar mercadorias. A pesca também foi de grande importância nesse período. Em Arraial do Cabo, florescia a pesca de arrasto e por isso foi construída a vila de Nossa Senhora dos Remédios.

    Todo o sistema econômico dos primeiros habitantes de arraial baseava-se na atividade pesqueira. Enquanto os homens pescavam, as mulheres salgavam os peixes, cuidavam das tarefas domésticas e faziam rendas de bilros, artesanato típico da região mantido até hoje, embora de forma rara.

    A ocupação humana das terras aonde viria se estabelecer a Cidade de Cabo Frio teve início há mais ou menos 6.000 anos, quando um pequeno bando nômade chegou em canoas pelo mar e a ocupação começou em uma pequena ilha rochosa, chamada  Morro dos Índios às margens do Canal de Itajurú em Cabo Frio, onde foram encontrados fósseis de um pequeno grupo de nômades.

    Os Tupinambás foram os habitantes da região nesta época. Antes da chegada dos europeus havia na região cerca de 50 aldeias tupinambás, com uma população total entre 25.000 e 75.000 habitantes. O Morro dos Índios e a Duna Boavista, apresentam indícios de terem sido acampamentos de pesca e coleta, enquanto a Fonte do Itajurú, próxima do Morro de mesmo nome (hoje Morro da Guia) era a única forma de abastecimento de água potável e corrente na região. Há mais de 1.500 anos, os guerreiros indígenas tupinambás começaram a conquista do litoral da região.

    A cidade de Cabo Frio expandiu-se no início do século XVIII, e o Forte de São Matheus recebeu armas e guarnições. Além disso, igrejas e capelas eram construídas – a cidade crescia cada vez mais.

    Metade da população era constituída de escravos, que cultivavam principalmente anil, cochonilha (dois corantes), cana-de-açúcar, mandioca, feijão e milho. Já em Arraial do Cabo e Armação de Búzios, crescia a pesca.

    Ao longo do século XIX, a região dos lagos foi vítima de vários problemas com rebeliões dos escravos. E quando o tráfico de escravos foi proibido, Arraial do cabo se tornou um porto clandestino – o que fez com que a marinha inglesa desembarcasse fuzileiros na costa local.

    Mais tarde, em 1888, a abolição da escravatura desorganizou boa parte das atividades produtivas da região – como o plantio de café. Além disso, os escravos recém-libertos se agruparam em pequenas praias, passando a trabalhar na pesca e na horticultura. Porém, o maior recurso natural da região – o sal – não teve sua produção afetada.


Fontes:

 https://valterradio.sites.uol.com.br/historia.htm

 https://www.regiaodoslagos.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=609

 

© 2012 Todos os direitos reservados.

Crie um site grátisWebnode